segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Marcha do Axé: 28/04/2012

MANIFESTO

"Convite à liberdade de Expressão e Religiosa”
Não somos uma organização. Não somos um partido. Não somos e não queremos ser dono de nada e de ninguém. Não somos virtuais. Somos REAIS. Estamos trabalhando para viabilizar a criação de uma corrente feita por gente de carne e osso, que orgulhosamente vive, luta, trabalha, gosta, ama e se ampara e vive as culturas ou faz parte das Religiões de Matriz Africana, Afro Brasileira e indígena.
Que tem na sua história o seqüestro e cárcere privado, realizado contra Negros e Indígenas, que através de mais de 500 anos de resistência, ajudaram de forma decisiva na construção da cultura e na formatação da NAÇÃO BRASILEIRA.
Estamos nos organizando de forma horizontal, autônoma, livre. Temos poucas certezas. Muitos questionamentos. E uma crença: de que a Liberdade é uma obra em eterna construção. Acreditamos que a liberdade de expressão seja a base de todas as outras: de credo, de assembléia, de posições políticas, de orientação sexual, de ir e vir. De resistir.
Nossa luta não é contra pessoas ou instituições, mas sim contra tudo e todos que queiram impor ou privar as pessoas da sua liberdade e religiosidade.
A Marcha do AXÉ, que vai acontecer no dia 28 de Abril de 2012 (com organização, participação e apoio dos vários grupos culturais, lideranças religiosas e administrativas de vários Municípios e Regiões do Estado de São Paulo e de varias outras Unidades Federativas).  Além da principal bandeira de luta - "Liberdade de Expressão e Religiosa" - os (as) articuladores (as) e os (as) organizadores (as) estão levantando a bandeiras contra injustiça e exclusão social promovida pela intolerância, racismo e preconceito e por uma sociedade mais justa e com igualdade de direito para nossas famílias.
Se você é da Umbanda, Candomblé, Catimbó, Jurema, Capoeira, Afoxé, Samba, Maculele, Espírita e espiritualista em geral, ou de qualquer grupo  que se sente "interditado", excluído, marginalizado, silenciado, perseguido, vilipendiado,  assustado, receoso e desamparado nos seus direitos sociais tem muitas razões para participar e nos apoiar na mobilização e estar presente.
Vista-se de Branco  ou com suas roupas religiosas em conformidade a sua tradição e some forças com todas as vozes! Que darão seu grito de Axé e irão manifestar sua religiosidade sua fé e dar um exemplo de respeito às diferenças de unidade, ainda que existam divergências políticas e ideológicas.
Vamos louvar, homenagear, e nos reverenciar aos Orixás, Voduns e Inkisi com apresentações culturais e religiosas nas mais diversas formas e formatos existentes na cultura de Matriz africana, Afro brasileira e Indígena. Nosso objetivo é realizar a maior manifestação pública já vista pela sociedade. Será um momento histórico e de confraternização.
Vamos juntos criar um momento histórico para todos. UM DIA DE UNIDADE, RELIGIOSIDADE, FÉ E FRATERNINDADE.

http://marchadoaxe.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=66&Itemid=83

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Angolana é eleita Miss Universo 2011

Angolana é eleita Miss Universo 2011Por Thaís Pontes e Juliana Tiraboschi | Redação Yahoo! Brasil 

A belíssima angolana Leila Lopes venceu a 60a edição do Miss Universo, que ocorreu nesta segunda-feira (12) no Credicard Hall, na capital paulista. Ela era uma das favoritas ao título e foi a mais aplaudida da noite. A brasileira Priscila Machado ficou em terceiro lugar. A ucraniana Olesia Stefanko ficou em segundo.
A produção do evento foi grandiosa, com direito a Claudia Leitte cantando em inglês e Bebel Gilberto fazendo a alegria dos 'gringos' com sua bossa nova contemporânea. Durante o show, não foram poupados elogios ao Brasil, intitulado o país mais sexy do mundo.


Entre as top 16, estavam três países de língua portuguesa: Angola, Brasil e Portugal, e seis países latino-americanos: Brasil, Colômbia, Panamá, Costa Rica, Porto Rico e Venezuela. Ucrânia, França, Kosovo, China, Austrália, EUA, Filipinas e Holanda também estavam entre as finalíssimas.


Priscila Machado, que contou com alguns desafetos vaiando sempre que era citada, não conteve as lágrimas ao chegar entra as top 10. Em um dos últimos blocos, sua torcida tomou conta da plateia, o que a deixou ainda mais emocionada.

A Miss Montenegro foi eleita Miss Simpatia e a Miss mais fotogênica foi a Miss Suécia. A Miss Panamá venceu o prêmio de melhor traje típico.


Depois do desfile de gala restaram apenas cinco finalistas. A quinta colocada foi a Miss China, seguida por Filipinas.

http://br.omg.yahoo.com/noticias/angolana-%C3%A9-eleita-miss-universo-2011.html

domingo, 10 de julho de 2011

Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes - Resolução da ONU



Nações Unidas
Assembleia Geral
Distrib.: Geral - 19 Março 2010
Sexagésima quarta sessão
Agenda item 69 (b)

Resolução adotada pela Assembleia Geral
[sobre o relatório da Terceira Comissão (A/64/439/Add.2 (Parte II))]64/169. Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes

A Assembleia Geral,
Reafirmando a Declaração Universal dos Direitos Humanos1, que proclama que todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos, e que todos têm acesso aos direitos e liberdades enunciados na Declaração, sem distinção de qualquer espécie,
Recordando o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos2, o Pacto Internacional sobre os Direitos Econômicos, Sociais e Culturais3, a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial4, a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres5, a Convenção sobre os Direitos da Criança6, a Convenção Internacional sobre a Proteção dos Direitos de Todos os Trabalhadores Migrantes e Membros das suas Famílias7, a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência8 e outros instrumentos internacionais relevantes de direitos humanos,
Recordando também as disposições relevantes dos resultados das grandes conferências e cúpulas das Nações Unidas, em particular a Declaração e Programa de Ação de Viena9 e a Declaração e Programa de Ação de Durban10,
Recordando ainda as resoluções 62/122. de 17 de dezembro de 2007, 63/5. de 20 de outubro
de 2008 e 64/15, de 16 de novembro de 2009, sobre o memorial permanente em lembrança das vítimas da escravidão e do tráfico transatlântico de escravos,
1. Proclama o ano que será iniciado em 1° de janeiro de 2011 Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes, tendo em vista o fortalecimento de ações nacionais e a cooperação regional e internacional para o benefício das pessoas de descendência africana, para que elas gozem de direitos econômicos, culturais, sociais, civis e políticos, da participação e integração em todos os aspectos políticos, econômicos e sociais da sociedade e para promover maior conhecimento e respeito sobre sua herança cultural;
2. Encoraja os Estados-Membros, agências especializadas do Sistema das Nações Unidas, dentro de seus respectivos mandatos e recursos existentes, e a sociedade civil a se prepararem e identificarem possíveis iniciativas que possam contribuir para o sucesso do Ano;
3. Solicita que o Secretário-Geral apresente na 65a Sessão da Assembleia Geral um relatório contendo um projeto com propostas de programas de atividades para o Ano, considerando as visões e recomendações dos Estados-Membros, do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, do Comitê para a Eliminação da Discriminação Racial, do Grupo de Peritos sobre Povos Afrodescendentes do Conselho de Direitos Humanos e outras agências, fundos e programas relevantes das Nações Unidas, quando apropriado.

65ª reunião plenária
18 de dezembro de 2009

1 Resolução 217 A (III).
2 Vide resolução 2200 A (XXI), annex.
3 Vide resolução 2200 A (XXI), annex.
4 United Nations, Treaty Series, vol. 660, No. 9464.
5 Ibid., vol. 1249, No. 20378.
6 Ibid., vol. 1577, No. 27531.
7 Ibid., vol. 2220, No. 39481.
8 Resolução 61/106, annex I.
9 A/CONF.157/24 (Parte I), cap. III.
10 Vide A/CONF.189/12 e Corr.1, chap. I.

http://unicrio.org.br/img/res_ano_internacional_povos_afrodescendentes.pdf

domingo, 3 de julho de 2011

Cinco skinheads são presos em flagrante agredindo negros em São Paulo

Cinco skinheads são presos em flagrante agredindo negros em São Paulo
 

Por Guilherme Voitch (guilherme.voitch@sp.oglobo.com.b | Agência O Globo – dom, 3 de jul de 2011

SÃO PAULO - A Polícia Civil prendeu na madrugada deste domingo cinco jovens integrantes de um grupo skinhead. Eles foram presos em flagrante quando agrediam quatro pessoas na Rua Vergueiro, Aclimação, região central de São Paulo.

Foram detidos Welker de Oliveira Guerreiro, 19 anos; Guilheme Witiuk Ferreira de Carvalho, 21; Pedro Toledo de Souza, 19; Julio Ramon de Lima, 21 e Kauê Baldon Barreto, 18. Com o grupo foram encontradas facas, uma caneta com ponta de ferro e até um machado. Um dos detidos usava uma camiseta com os dizeres White Pride (Orgulho Branco, em inglês).

As vítimas dizem que estavam sendo agredidas quando viram a aproximação de uma viatura da Polícia Civil que passava pela região. Os policiais perceberam a movimentação e interromperam a agressão.
Em depoimento à polícia, duas das vítimas, um orientador socioeducativo e um estudante, dizem ter sido agredidas porquem eram negros. Elas prestaram queixa por racismo. Os detidos irão responder ainda por tentativa de homicídio e formação de quadrilha.

O movimento skinhead surgiu na Inglaterra no final da década de 60. Inicialmente, não possuia conotação racista ou sequer política. O ritmo negro e jamaicano do ska era uma das trilhas sonoras dos skinheads ingleses. No final da década de 70, porém, integrantes do movimento aproximaram-se de políticos da extrema-direita inglesa e até de neonazistas. No Brasil, os primeiro skinheads surgiram no início da década de 80.

http://br.noticias.yahoo.com/cinco-skinheads-s%c3%a3o-presos-flagrante-agredindo-negros-s%c3%a3o-170300093.html

terça-feira, 28 de junho de 2011

Brasil realiza hoje primeiro casamento civil gay

Por AE | Agência Estado – 28/06/2011

Um casal homossexual de Jacareí (SP) conseguiu na Justiça o direito de converter sua união estável em casamento civil - fato inédito na história do País. A decisão do juiz Fernando Henrique Pinto, da 2ª Vara da Família e das Sucessões, foi registrada ontem.
O casal José Sérgio Sousa Moresi e Luiz André Sousa Moresi, que mantém um salão de beleza em Jacareí, no Vale do Paraíba, vai retirar hoje - Dia Mundial do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) - a certidão de casamento civil, sob o regime de comunhão parcial de bens, num cartório da cidade. Eles estão juntos há oito anos e haviam oficializado a união estável em maio, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que equiparou a união estável homossexual à heterossexual.
“Se no mundo ainda vige forte preconceito contra tais pessoas e se as mesmas têm de passar por sofrimentos internos, familiares e sociais para se reconhecerem para elas próprias e publicamente como homossexuais - às vezes pagando com a própria vida -, parece que, se pudessem escolher, optariam pela conduta socialmente mais aceita e tida como normal”, diz o juiz em sua sentença, que levou em conta o Artigo 226 da Constituição Federal, segundo o qual a família é a base da sociedade e tem proteção especial do Estado.
Além da decisão do STF, o juiz se baseou em uma resolução histórica do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), destinada a promover a igualdade dos seres humanos, sem distinção de orientação sexual, aprovada no último dia 17.
Para José Sérgio, presidente da ONG responsável pela Parada Gay no Vale do Paraíba, a decisão judicial marca uma nova vida. “Agora somos um casal oficialmente reconhecido. É uma emoção muito grande, estamos muito felizes”, comemora. “Há 15 anos que militamos por esse direito”, emenda Luiz André. A igualdade de direitos permitiu ao casal compartilhar os sobrenomes Sousa (de Sérgio) e Moresi (de Luiz André).
Na semana passada, um pedido do casal paulistano Lula Ramires e Guilherme Amaral Nunes de conversão do contrato de convivência afetiva - celebrado em 2008 - para casamento civil foi negado pela juíza Renata Mota Maciel. Antes disso, o Ministério Público também havia emitido parecer desfavorável. Desta vez, um promotor do MP de Jacareí emitiu parecer favorável à conversão da união homoafetiva em casamento civil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

http://br.noticias.yahoo.com/brasil-realiza-hoje-primeiro-casamento-civil-gay-114400397.html

domingo, 26 de junho de 2011

Governador de Nova York sanciona lei que permite o casamento gay


ALBANY (Reuters) - O governador de Nova York, Andrew Cuomo, legalizou na noite de sexta-feira os casamentos do mesmo sexo no estado norte-americano, caracterizando uma importante vitória para os grupos de defesa dos direitos dos homossexuais antes das eleições presidenciais e parlamentares de 2012.
Nova York se tornou o sexto e mais populoso estado norte-americano a permitir o casamento gay. Os senadores votaram pela permissão por 33 a 29 na noite de sexta-feira, aprovando a legislação de igualdade do casamento. Cuomo, um democrata que introduziu a medida, a sancionou.
"Essa votação hoje mandará uma mensagem a todo o país. Esse é o caminho a seguir, a hora para fazer é agora, e é possível, não é mais um sonho ou uma aspiração. Creio que vocês verão uma rápida evolução," disse Cuomo, que está em seu primeiro ano no mandato, em coletiva de imprensa. "Alcançamos um novo patamar de justiça social."
Casamentos do mesmo sexo poderão começar a ocorrer em Nova York em 30 dias, embora instituições religiosas e grupos sem fins lucrativos, mas ligados a associações religiosas, não precisem participar de tais cerimônias. A legislação também dá aos casais gays o direito ao divórcio.
Comemorações ocorreram na galeria do Senado na capital do estado, Albany, e na multidão de centenas de pessoas que se juntou do lado de fora do Stonewall Inn, em Nova York, onde uma ação da polícia em 1969 causou o surgimento dos movimentos modernos de defesa dos direitos homossexuais.
Mas os bispos católicos afirmaram que estavam "profundamente decepcionados e preocupados" pela aprovação do projeto.
"Sempre tratamos nossos irmãos e irmãs homossexuais com respeito, dignidade e amor. Mas nós firmemente afirmamos que o casamento é a união de um homem e uma mulher," disse a Conferência Católica do estado em comunicado.
Connecticut, Iowa, Massachusetts, New Hampshire, Vermont e o Distrito de Colúmbia permitem o casamento de pessoas do mesmo sexo, e Delaware, Havaí, Illinois e New Jersey aprovaram a união civil. O primeiro casamento gay dos EUA ocorreu no Massachusetts, em 2004.
http://br.noticias.yahoo.com/governador-nova-york-sanciona-lei-que-permite-o-134859246.html

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Ator e diretor Wolf Maya é condenado por injúria racial

Ele é acusado de chamar técnico de "preto fedorento'; defesa já recorreu

Segundo o técnico, Maya ficou furioso com erro dele durante peça em Campinas; diretor rejeita a acusação

ANDRÉ CARAMANTE
DE SÃO PAULO

O diretor e ator Walfredo Campos Maya Júnior, conhecido como Wolf Maya, da TV Globo, foi condenado a dois anos e dois meses de prisão pelo crime de injúria com conotação racial contra um técnico de iluminação que trabalhou em uma de suas peças.
A condenação, em primeira instância, foi definida pelo juiz Abelardo de Azevedo Silveira, da 2ª Vara Criminal de Campinas (93 km de SP). A defesa já recorreu. Maya sempre negou a acusação.
O juiz substituiu a pena de prisão pelo pagamento de indenização no valor de 20 salários mínimos (R$ 10,9 mil ao todo) mais um período de trabalho comunitário a ser definido pela Vara de Execuções Penais.
De acordo com a sentença, Maya foi condenado por ter ofendido Denivaldo Pereira da Silva ao chamá-lo de "preto fedorento que saiu do esgoto com mal de Parkinson".
O caso de injúria com conotação racial ocorreu em 12 de agosto de 2000, num teatro de Campinas que encenava a peça "Relax... It's Sex", escrita e dirigida por Maya.
À época, Silva trabalhava numa prestadora de serviços de iluminação para a peça. Segundo o técnico, o diretor ficou furioso porque houve um erro ao iluminar um ator durante a peça.
"Foi uma longa batalha para que o ato racista de uma pessoa importante como o senhor Wolf Maya não ficasse impune. São quase 11 anos, mas nunca desistimos de demonstrar que ninguém tem o direito de discriminar o outro", disse o advogado Sinvaldo José Firmo, do Instituto do Negro Padre Batista, que auxiliou o técnico.
Após o técnico ter denunciado o caso, Maya moveu uma ação na área cível por danos morais e pediu indenização de R$ 100. O diretor alegou que a acusação prejudicou sua imagem.
Em maio de 2010, o juiz Gilberto Luiz C. Franceschini, da 6ª Vara Cível de Campinas, julgou improcedente o pedido de Maya e o condenou a pagar as custas processuais, no valor de R$ 2.000. Maya também já recorreu dessa decisão da Justiça.

Fonte: Folha de São Paulo em 09-06-2011.

http://www2.trf3.jus.br/intranet/index.php?id=482&op=materia&id_mat=256270&par=