sábado, 19 de março de 2016

GINGA elegeu Diretoria e Conselho Fiscal


GINGA elegeu Diretoria e Conselho Fiscal

Em Assembleia dia 16 de março de 2016, o Grupo de Igualdade, Cultura, Negritude e Garra Africana (GINGA) comemorou aniversário. São 33 anos de existência da organização e 16 anos de registro enquanto pessoa jurídica.
A assembleia definiu como objetivo estratégico a construção de comunidades de base a partir de princípios e valores da cultura afro-brasileira. Trata-se de estabelecer comunidades de resistência (quilombos), porém, avançando para projetos de nação-reino (kifuxi).
A constituição das comunidades de base terá três eixos básicos: a economia, a política e a cultura. Essas comunidades hão de ser autossustentáveis. Elas terão como ponto de partida a realidade social, principalmente do ponto de vista dos grupos socialmente mais vulneráveis. O enfoque será assistencial, promocional e libertador.
A assembleia também elegeu a nova diretoria e conselho fiscal que terão mandato de quatro anos (2016-2020). Os eleitos foram:
Diretoria
Presidente: Vladimir Lopes; Vice-Presidente: Márcia Aparecida Conceição; Primeira Secretária: Cláudia Maria de Barros; Segunda Secretária: Adriele Elizandra Aparecida Santos; Primeira Tesoureira: Aparecida de Fátima Galvão; Segunda Tesoureira: Joceli Maria dos Santos.
Conselho Fiscal
Conselheiros efetivos: José Galdino de Souza Clemente, Miriam Teresa de Souza, Aline Cristina de Souza Lourenço
Conselheiros suplentes: Ataíde Delmiro Soares, Ireunice de Siqueira, José Benedito de Barros e Patrícia Kelly Clemente da Silva.

Assessora para assuntos referentes à Cultura Africana: Corine Moché.

Parabéns aos eleitos e muito sucesso no trabalho.

quarta-feira, 2 de março de 2016

GINGA (GICNGA) fará assembleia dia 16/03, às 18h00

CONVOCAÇÃO – ASSEMBLEIA

O Presidente em exercício do Grupo de Igualdade, Cultura, Negritude e Garra Africana (GICNGA/GINGA), no uso de seus poderes e atribuições estatutárias, convoca todos os membros desta instituição para a assembleia a ser realizada na data de 16 de março de 2016, às 18h00min, na sede do COMICIN, Rua Treze de Maio sem número (antiga Biblioteca Municipal/Museu), com a seguinte pauta: 1) Eleição da Diretoria e do Conselho Fiscal, Planejamento Estratégico, Atividades para 2016.

Limeira, 29  de fevereiro de 2016.

Vladimir Lopes– Presidente


KIXANU – KIZONGA

O Ngola ia Grupo de Igualdade, Cultura, Negritude e Garra Africana (GICNGA/GINGA), uolobonboloka moso akua ia kilombo pala kizonga. Etu tuondobanga o arianda handa 16/03/2016, 18h00, bu Inzo ia COMICIN, Zunga Treze de Maio, Muxima, Limeira, Jixi ia São Paulo. Maka: 1) Kusola pala makota jinsoba ni makota mulange; 2)  Kitolo; 3) Iambu pala 2016.

Limeira, 29 ia iari ia 2016.

Vladimir Lopes– Ngola

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Projeto Afro-feira Limeira (Kitolo Afri-kitanda Limeira)

Projeto Afro-feira Limeira (Kitolo Afri-kitanda Limeira)

Proposta do Comicin de Limeira, em parceria com movimento negro, organizações da sociedade civil e poder público

1.            Queremos realizar um grande evento de empreendedores da comunidade negra e afro-brasileira em nossa cidade. Trata-se da Afro-feira Limeira. A feira servirá como uma grande vitrine, mostrando à sociedade as iniciativas e as atividades de nosso povo, geradoras de riqueza para a sociedade. A ênfase principal do projeto é o aspecto econômico, abrangendo as diversas áreas de negócios de nossa comunidade: ciências, tecnologias, educação, pesquisa, literatura, esporte, comunicação, dramaturgia, estética, agricultura, cooperativismo, dentre outras. A lista apresentada é apenas exemplificativa, pois sabemos que os membros de nossa comunidade estão presentes nos mais diversos ramos de negócios em nossa comunidade. Será uma oportunidade para nos conhecermos melhor e também mostrar para a sociedade a nossa importância econômica nesse setor da economia.

2.            A participação dos empreendedores negros e negras e afro-brasileiros tem aumentado muito nos últimos anos. Conforme pesquisa realizada pelo Sebrae (1),

 “entre os anos de 2002 e 2012, o número de pessoas negras à frente de empresas no Brasil cresceu 27% e hoje, pela primeira vez, elas são maioria entre os empreendedores do país”.
Essa mesma pesquisa mostra um outro dado que se constitui num grande desafio a ser vencido (2).
“Mesmo integrando a maioria, os empreendedores negros ainda estão concentrados em pequenos negócios e em ramos de menor lucratividade, como pesca, construção, cabeleireiros e atividades agrícolas. Entre os brancos, a maior proporção atua em setores mais especializados, como advocacia, medicina e engenharia. Além disso, a renda média dos brancos continua 116% maior (em 2002, era de 134%)”.

3.            Para que nossa feira seja um sucesso precisamos vencer alguns desafios, a saber, 1) reunirmos informações e conhecimentos sobre a realidade do empreendedorismo, sobretudo de nossa comunidade; 2) mobilizar nossa comunidade para que se uma participe ativamente do evento; 3) transformar o processo de construção do evento numa oportunidade educativa para todos os envolvidos.

4.            Para viabilizarmos a estrutura do evento precisamos contar com a força da comunidade, apoio do setor privado e apoio governamental, sobretudo do poder público de nossa cidade.  Os apoios são benvindos, mas o protagonismo precisa ser nosso, pois devemos conquistar nossa independência e sermos construtores de nossa própria história.
5.            Sabemos que a desigualdade social, aliada ao preconceito e à discriminação tem trazido grandes prejuízos à nossa comunidade, sobretudo as empreendedores negros e afro-brasileiros que trilham o caminho da iniciativa privada. Assim, precisamos ser criativos, transformar nosso conhecimento em planejamento estratégico, sonhos em objetivos e objetivos em metas; sermos capazes de agir na sociedade de forma articulada e ter coragem de enfrentar os desafios que a sociedade competitiva nos impõem.
6.                  Contamos com a união e participação de todos para a realização deste projeto. Que ele seja o primeiro passo para construirmos outros projetos de sucesso para nossa comunidade.

COMICIN – Conselho Municipal dos Interesses do Cidadão Negro de Limeira

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Citações:


2.    Idem.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

GINGA 2016: Projeto, objetivos e metas (Kixinde, mabuílu, masukilu)



GINGA 2016: Projeto, objetivos e metas (kixinde, mabuílu, masukilo)

Inicialmente, o GINGA deseja a todos os votos de um 2016 pleno de sucesso, tanto individual quanto coletivo.
Queremos, neste ano, possibilitar a realização dos sonhos e objetivos individuais e coletivos de nossa comunidade. Para tanto, contamos com os conhecimentos, habilidades e empenho de todos.
Como é sabido estamos vivendo uma grave crise econômica, política, cultural e ambiental. Essa crise atinge de forma mais impactante determinados grupos, dentre eles, negros, índios, religiões de matriz cultural africana e indígena, mulheres, pessoas com deficiência, idosos e comunidades LGBT.
O GINGA trabalha pela construção de uma sociedade quilombola que seja igualitária, libertária e solidária, calcada nos valores cultivados e herdados de nossos antepassados africanos e afro-brasileiros. Assim, nosso trabalho beneficia toda a sociedade, porém, nosso público específico é formado por aqueles que mais sofrem com o preconceito de raça, cor e cultura, ou seja, o povo e afro-brasileiro e suas comunidades econômicas, políticas e culturais.
Combatemos o preconceito e o racismo e, ao mesmo tempo lutamos por políticas públicas para avançar na melhoria da vida dos membros de nossa comunidade.
Para enfrentar a crise e avançar na conquista de nossos sonhos, objetivos e metas, queremos organizar grupos de trabalho nos diversos bairros e regiões de nossa cidade. Queremos partir da formação de grupos de base (de 5 a 10 pessoas) em cada local. São núcleos (Kausoba, no idioma kinjinga). Para isso, contamos com todas as nossas lideranças e simpatizantes de nossa causa.
Primeiro passo: conversar com pessoas que queiram formar o núcleo.
Segundo passo: agendar uma reunião com as pessoas interessadas.
Terceiro passo: organização do grupo, com objetivos, metas e distribuição das funções ou tarefas.

Para ajudar a realização das reuniões temos um material básico que é o livreto “Ginga 30 anos: 30 anos de Movimento ginga de Limeira: história, filosofia e projeto".
Atenciosamente,
Coordenação do Movimento Ginga de Limeira
(Makota ia Ginga)

Qualquer dúvida, entrem em contato conosco:
Fone: 19 98804-7129;
Blog: www.gingalimeira.blogspot.com.br

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Kinjinga Kiari (Kinjinga dois): Substantivos



Kinjinga: Língua do Movimento Ginga de Limeira

Outros nomes para esta língua: Njinga, Kindongo e Kimbundu
 Continuação do texto puiblicado na data de 15/09/2014, conforme link abaixo:


Substantivos

Classe I


Entes racionais – pessoas

Uso de prefixos para substantivos da classe I:
MU para singular e A para plural.

Orações com substantivos da classe I:

Tala mutu: Olhe pessoa.
Ixana o ahatu: Chame as mulheres.
Bekenu o mubanze: Tragam o meditador.
Sotenu o muturi: Procurem a viúva.
Tuma o muleke: Envie o garoto.
Futenu o alambi: Paguem os cozinheiros.
Talenu atu: Olhem pessoas.
Ixana mulambi: Chame cozinheiro.
Beka o abange: Traga os lutadores.
Ixamenu o aturi: Chamem as viúvas.
Sota o mulunduri: Procure o herdeiro.
Futenu o muhatu: Paguem a mulher.
Tala o asumbi: Olhe os compradores.
Sotenu o mulungi: Procurem o orientador.
Tuma o mubange: Envie o lutador.
Futa o asoneki: Pague os escriturários.
Bekenu o aleke: Tragam os garotos.

Classe II

Nomes de entes inanimados (coisas)

Singular: MU; Plural: MI.
Exceção: Mundele, branco; Plural: mindele.

Orações com substantivos da classe II:

Batulenu o mienge: Cortem as canas.
Bana o mukolo: Dê o coqueiro.
Tangenu o mikanda: Leiam as cartas.
Katula o minia: Tire os espinhos.
Bukulenu o mixi: Partam os paus.
Bandenu mulundu: Subam montanha.
Soneka mukanda: Escreva carta.
Bukula o mienge ni muxi: Parta as canas e o pau.
Katulenu o minia ni mukolo: Tirem os espinhos e o coqueiro.
Mulambi, beka mixi: Cozinheiro, traga paus.
Mukongo, banda mulundu ni batula muxi: Caçador, suba montanha e corte pau.
Akongo, sotenu mikoko: Caçadores, procurem coqueiros.
Ahatu, sukulenu o mitue ni milembu: Mulheres, lavem as cabeças e os dedos.
Katulenu o mukolo: Tirem o coqueiro.


Classe III
Singular: KI – Plural: I

Antigamente esta era a classe dos objetos inanimados. Hoje, porém, inclui pessoas e animais.

Zangula o inama: Levante as pernas.
Ambatenu o imbamba: Levem as cargas.
Talelenu o kimbungu: Prestem atenção no lobo.
Texi o iala: Livre-se das unhas.
Bakenu o inda: Guardem os cestos.
Kutenu o imbamba ni mikolo: Amarrem as cargas com cordas.
Sumba iba anga ialu: Compre peles ou cadeiras.
Ambatenu o ima: Levem as coisas.
Talela o imbunbu; Preste atenção nos lobos.
Katula o kinama: Tire a perna.
Sumbisenu anga uxenu o ima: Vendam ou doem as coisas.
Sukula o mutue anga o milembu anga o inama: Lave a cabeça ou os dedos ou as pernas.
Batulenu o iala: Cortem as unhas.
Bana o iba anga o ialu: Dê as peles ou as cadeiras.

Classe IV

Singular: RI (ou DI) - Plural: MA

Jikulenu o mabitu: Fechem as portas.
Bunjika o malesu: Dobre os lenços.
Eie u mulambi: Tu és cozinheiro.
Eme ngi riala, muene muhatu: Eu sou homem, ela é mulher.
Kuatenu o mabengu: Peguem os ratos.
Beka o mahonjo: Traga a banana.
Takulenu matari ni mixi: Lancem pedras e paus.
Jika o ribitu: Feche a porta.
Nanenu o matui: Puxem as orelhas.
Sukulenu malonga: Lavem pratos.
Sumbenu maiaki anga mahonjo: Comprem ovos ou bananas.
Kuata anga jiba o kimbungu: Pegue ou mate o lobo.
Baka o malesu ni malonga: Guarde os lenços e os pratos.
Muene ribengu, em ngi kimbungu: Ele é rato, eu sou lobo.


Referência:



ASSIS JUNIOR, Antonio de. Dicionário kimbundu-português. Luanda (Angola, Edição de Argente, Santos e Cia Ltda. s/d.

CHATELAIN, Heli. Kimbundu Grammar. Grammatica elementar do kimbundu ou língua de Angola. Genebra: Typ. de Charles Schuchardt, 1888-89.


Contato:

jbenebarros@yahoo.com.br

gingalimeira@gmail.com

ieglimeira@gmail.com





sábado, 10 de outubro de 2015

Governo vai estimular inclusão da população negra no mercado de trabalho


Cidadania e Justiça

Governo vai estimular inclusão da população negra no mercado de trabalho

 

Ações afirmativas para mulheres negras também devem ser asseguradas, assim como promoção de ações para elevar escolaridade e qualificação profissional

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) determinou, por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (1º), que as políticas, programas e projetos desenvolvidos pela pasta contemplem ações de estímulo à inclusão da população negra no mercado de trabalho. As medidas estão previstas no Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288/2010).

A legislação é de 2010 e estabelece, entre outros atos, que o poder público estimule, por meio de incentivos, a adoção das mesmas ações pelo setor privado. Ações afirmativas para mulheres negras também devem ser asseguradas, assim como a promoção de ações para elevar a escolaridade e a qualificação profissional em setores da economia que possuem alto índice de ocupação por trabalhadores negros de baixa escolarização.

Cabe ao Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) formular as políticas, programas e projetos voltados para a inclusão da população negra no mercado de trabalho e orientar a destinação de recursos para seu financiamento.

Segundo o Ministério do Trabalho, a iniciativa faz parte do esforço para garantir à população negra a efetiva igualdade de oportunidades, a defesa dos direitos étnicos individuais, coletivos e difusos e o combate à discriminação e às demais formas de intolerância étnica.

Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT)

O Fundo de Amparo ao Trabalhador é um fundo especial, de natureza contábil-financeira, vinculado ao Ministério do Trabalho e Emprego, destinado ao custeio do Programa do Seguro-Desemprego, do Abono Salarial e ao financiamento de Programas de Desenvolvimento Econômico.

A principal fonte de recursos do FAT é composta pelas contribuições para o Programa de Integração Social - PIS, criado por meio da Lei Complementar n° 07, de 07 de setembro de 1970, e para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), instituído pela Lei Complementar nº 08, de 03 de dezembro de 1970.

Fonte:

Agência Brasil com informações do BNDES

http://www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2015/06/governo-vai-estimular-inclusao-da-populacao-negra-no-mercado-de-trabalho

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

O negro no mercado de trabalho - Maurício Pestana



O negro no mercado de trabalho

Publicado há 2 dias - em 7 de outubro de 2015 » Atualizado às 9:46
Categoria » Em Pauta

Há quase 30 anos, mais exatamente em 1986, eu lançava a minha primeira publicação com foco na questão racial, em parceria com o historiador Clóvis Moura. A cartilha ‘O negro no mercado de trabalho’ foi um marco para a época, pois era a primeira publicação pós ditadura que ousava questionar a discriminação que a população negra vivenciava cotidianamente no mercado de trabalho em nosso país.

Por Maurício Pestana Enviado para o Portal Geledes

O livreto entraria para história por ter sido publicado por um órgão governamental, o Conselho da Comunidade Negra de São Paulo. Era a primeira vez que um governo brasileiro admitia o problema. Das lembranças que trago daqueles tempos de forte crise política e econômica, com greves, demissões em massa e alta de inflação, está uma pesquisa que apontava que, no cenário de crise no Brasil, os primeiros a serem demitidos eram os negros e, quando a economia voltava a crescer, os últimos a serem incorporados.
Nesses 29 anos, muitas coisas mudaram na vida dos negros brasileiros. Pesquisas apontam que terminamos o século 20 ocupando apenas 2% dos bancos das universidades, mas hoje ocupamos mais de 20%. Naquela época, menos de meia dúzia de empresas tinham programas de ação afirmativa e, hoje, dezenas delas investem em políticas de inclusão e diversidade.
A Prefeitura de São Paulo, por exemplo, por meio de seu programa de cotas, já empregou mais de mil servidores negros, mostrando que os avanços obtidos principalmente nos últimos governos de esquerda com foco no social impactaram – e muito – a vida dos negros no Brasil. Graças a programas como o Prouni (Universidade para Todos), implantado em 2005 pelo governo federal, e à reserva de cotas raciais nas universidades federais, entraram mais negros no ensino superior neste início de século do que em toda a história da educação no país.
A grande pergunta que me faço é: que impacto terá a atual crise econômica nesta parcela que mais cresceu em educação e economicamente nesta década e meia de século? Será que um melhor preparo educacional será capaz de barrar o racismo no mercado de trabalho brasileiro em tempos de crise?